No meio da semana, algo começou a mudar. Não de forma dramática, da noite para o dia. Mas em padrões pequenos e perceptíveis. Ela não estava mais buscando lanches com tanta frequência. Os desejos habituais – algo doce, algo rápido – simplesmente não apareciam da mesma forma. E quando apareciam, passavam. Isso era novo. O que se destacou ainda mais foi sua energia. Ela não teve picos. Não caiu. Ela simplesmente… permaneceu estável. Não houve queda no meio da tarde.
Nenhuma queda repentina que a fizesse buscar café ou algo açucarado. Apenas um nível consistente que a sustentava durante o dia. Isso a fez perceber quantas vezes ela estava passando por esses altos e baixos sem perceber. E agora que eles haviam desaparecido… A diferença era óbvia. Parte disso fazia sentido. O peixe enlatado é rico em proteínas e gorduras saudáveis – nutrientes que levam mais tempo para serem digeridos e ajudam a mantê-lo saciado.
Mas saber disso e realmente sentir isso eram duas coisas muito diferentes. E, pela primeira vez em algum tempo, a comida não era algo em que ela estava pensando constantemente. Mas as coisas não pararam por aí: