Os primeiros dias foram mais fáceis do que ela esperava. Não houve planejamento. Nada de ficar folheando receitas. Nada de ficar na cozinha pensando no que fazer. Ela abria uma lata, preparava algo simples – ou, às vezes, simplesmente comia como estava – e seguia em frente. No início, parecia básico demais. Como se algo estivesse faltando. Mas essa sensação não durou muito. Porque o que o substituiu foi algo que ela não havia previsto. Alívio.
As refeições deixaram de ser uma decisão. Não havia mais dúvidas sobre as porções. Não havia debate entre as opções. Nada de “o que devo comer em seguida?” Já estava decidido. E isso mudou mais do que ela esperava. Isso lhe devolveu tempo. Espaço mental. Uma pausa para não ficar pensando constantemente em comida. Mesmo nos dias mais movimentados, não havia interrupção. Não havia necessidade de preparar nada complicado. Bastava abrir, comer e continuar. É claro que não era perfeito. A repetição estava lá.
As mesmas texturas. Sabores semelhantes. Mas, em vez de se tornar frustrante, começou a parecer previsível e, com a maneira como nosso cérebro está conectado, a previsibilidade torna as coisas muito mais fáceis. Isso nos leva às mudanças que ela sentiu no meio da semana, na página seguinte: