Claire Ward nunca tinha ouvido o silêncio cair tão rápido. Em um momento, os colegas de trabalho de Darren estavam rindo em volta das mesas de piquenique, segurando pratos de papel e copos de plástico, fingindo que o churrasco da empresa era descontraído em vez de cuidadosamente político. Em seguida, seu marido colocou o braço em volta dos ombros dela e disse, em voz alta o suficiente para que todos ouvissem: “Claire? Ela é inútil. Bonita, com certeza, mas inútil. Ela não duraria um dia sequer em um emprego de verdade”
Algumas pessoas riram porque acharam que deveriam rir. Outras olharam para seus pratos. Claire permaneceu imóvel, sentindo o calor da grelha em um lado do rosto e a queimadura mais fria da humilhação no outro. Darren apertou seu ombro como se tivesse feito uma piada inofensiva. “Não fique assim”, disse ele. “Você sabe que estou brincando.”
Mas Claire sabia que ele não estava. Do outro lado do gramado, a chefe dele, Vivian Harlow, observava com um sorriso educado que não chegava aos olhos dela. Claire pegou sua xícara, caminhou até ela e disse baixinho: “É estranho. Seu maior cliente parecia me achar útil no mês passado”