O couro era muito macio, do tipo que custava mais do que o aluguel mensal de Lena. Ela examinou o caminho, esperando ver uma mulher frenética correndo de volta para pegá-la. Mas a mulher com o cachorro havia desaparecido, e o parque estava estranhamente silencioso. O ciclista com a bolsa vermelha era uma mancha distante.
Ela parou por um tempo, pensando no que fazer. Puxou a bolsa para o colo. Hesitou, depois fechou o fecho. Disse a si mesma que estava procurando um nome, um motivo para ser uma heroína. Dentro, o conteúdo estava estranhamente organizado: um batom Chanel, uma única chave e um recibo dobrado. Mas nada de dinheiro ou carteira. Apenas uma carteira de identidade de uma “Evelyn Marrow”
Lena olhou para o rosto de Evelyn no cartão de plástico – uma mulher que parecia nunca ter se preocupado com o aluguel. Uma pontada de inveja a atingiu, seguida imediatamente pela culpa. Ela imaginou o pânico de Evelyn e sentiu uma onda de determinação. Ela devolveria isso. Ela seria a pessoa que faria a coisa certa quando o mundo parecesse estar desmoronando.