Walter passou três dias pensando. Ele se sentou em sua poltrona. Sentou-se em sua varanda. Andou pelo jardim com as mãos atrás das costas, franzindo a testa para o chão. Seu peixinho dourado o observava da janela com o que Walter interpretou como um encorajamento paciente. À noite, Walter escrevia coisas em seu caderno, depois as riscava e escrevia outra coisa. Ele fazia uma lista. Fez uma segunda lista. Desenhou um pequeno mapa do gramado da frente com linhas pontilhadas e pequenas etiquetas. Ele circulou certos itens da loja de ferragens no catálogo que mantinha embaixo da mesa de centro.
Na quinta-feira, o plano estava pronto. Não era barulhento. Não era cruel. Não machucaria ninguém – humano ou cachorro. Mas, Walter tinha certeza de que deixaria bem claro seu ponto de vista. Ele precisava de alguns suprimentos, uma pequena ajuda de sua vizinha, a Sra. Chen, do outro lado da rua, que lhe devia um favor desde que ele regou suas plantas por três semanas enquanto ela visitava a filha. Ele também precisava fazer uma ligação telefônica – uma ligação muito importante – e marcar algo para um sábado de manhã. Ele sorriu para si mesmo enquanto discava.