O “roubo” começou a se desvendar. Os registros bancários de Evelyn mostravam que o saque era real, mas a “compra de joias” que ela dizia estar fazendo era uma mentira. O homem com quem ela deveria se encontrar era, na verdade, um cobrador particular de dívidas. Seu falecido marido havia deixado um rastro de dívidas de jogo que agora estavam sendo cobradas, e Evelyn estava desesperada para manter sua reputação intacta.
Ela elaborou um plano para “perder” o dinheiro. Se conseguisse provar que ele havia sido roubado, poderia reivindicar a perda em seu seguro e ganhar tempo com os cobradores. Ela contratou Voss para encenar o roubo, mas Voss tinha suas próprias ideias. Ele pegou o dinheiro, mas, em vez de desaparecer, colocou a bolsa no chão para garantir que a polícia estivesse ocupada demais com um “ladrão” para vê-lo.
“A senhora está livre para ir embora, Sra. Thorne”, disse Harlan, embora as palavras parecessem pequenas em comparação com a provação que ela havia passado. “As acusações estão sendo retiradas. Estamos trazendo a Sra. Marrow para uma entrevista formal a respeito de apresentar um relatório falso e conspiração.” Lena sentiu uma onda de náusea. Evelyn estava disposta a mandar uma estranha para a prisão só para encobrir uma bagunça financeira.