No ano seguinte, Claire ficou escondida no quarto de hóspedes de June enquanto o mundo ganhava e perdia o interesse por ela. Equipes de busca vasculharam a ravina, a floresta e o curso d’água abaixo. Sua mãe deu uma declaração e depois nenhuma. Sua irmã chorou na televisão local e pediu a Claire que voltasse para casa se ela estivesse em algum lugar vivo e assustado.
Claire quase se quebrou. “Tenho que contar a ela.” “Não”, disse Grant gentilmente. “Ainda não.” No final do primeiro mês, a busca havia mudado. Nenhum corpo havia sido encontrado, mas a esperança havia se esvaído, como costuma acontecer quando o clima, o terreno e o tempo começam a se unir à ausência. Colin, enquanto isso, agia com cuidado. Ele entrou em contato com a companhia de seguros. Fez perguntas sobre o acesso às contas de Claire. Então, gradualmente, logo após o primeiro ano, ele se encontrou com um agente funerário.
Ainda não haveria enterro. Nenhum atestado de óbito oficial. Mas poderia haver uma cerimônia fúnebre com um caixão fechado – algo simbólico para uma família presa entre a dor e a incerteza. “Isso é obsceno”, disse Claire. Grant olhou para ela com firmeza. “Também é útil. Ele está começando a se refugiar em segurança.”