A primeira coisa que Claire Dodd notou foi que a fotografia ao lado de seu caixão a fazia parecer mais gentil do que jamais se sentira. Ela havia sido tirada muitos verões antes, antes das noites sem dormir, antes de seu marido começar a verificar as janelas como se alguém os estivesse observando. Agora, sua foto estava em um cavalete ao lado de flores, velas e um caixão de carvalho bem arrumado, destinado a conter o fim de sua história, organizado como se sua ausência já tivesse sido aprovada.
Claire estava na parte de trás do St. Agnes com um casaco preto simples, a chuva escorregando de seus cabelos para o chão de pedra. Por três segundos, ninguém se mexeu. Então, sua irmã deixou cair o panfleto de hinos. Sua mãe fez um som que não chegou a ser um grito. No púlpito, Colin Dodd agarrou-se aos dois lados do púlpito e ficou olhando como se a mulher morta na moldura tivesse descido.
Claire subiu o corredor lentamente. Todos os rostos se viraram. O padre esqueceu a próxima frase. A boca de Colin se abriu, mas nenhuma palavra saiu. “Por favor”, disse Claire, parando ao lado do caixão. “Não pare por minha causa.”