Policial segue secretamente um menino perdido e começa a chorar quando o vê..

Leo continuou avançando para a parte mais antiga da cidade, em direção a ruas repletas de lojas de descontos, porões de igrejas e docas de carga. Ele verificou um quadro de avisos do lado de fora de um salão de missões, espiou pelo portão de um pátio de reparos trancado e ficou parado por quase um minuto inteiro do lado de fora de uma farmácia apertada, como se estivesse tentando decidir se deveria entrar. Sean ficou bem atrás, perto o suficiente para intervir se o trânsito ou estranhos se tornassem um problema, mas longe o suficiente para não provocar outra corrida. Ele já havia lidado com crianças assustadas antes. A maneira mais rápida de perder uma criança era fazer com que ela se sentisse encurralada.

Uma chuva leve começou a cair, fina no início, depois mais constante. Leo encolheu os ombros e continuou andando. Sean entrou em uma cafeteria e comprou um sanduíche de queijo grelhado, depois pediu discretamente ao caixa adolescente que dissesse ao garoto que um pedido extra havia sido feito por acidente. Leo aceitou o pedido somente depois de olhar em volta duas vezes, desconfiado e orgulhoso ao mesmo tempo. Ele comeu enquanto caminhava, dando pequenas mordidas como se estivesse tentando fazer o alimento durar. Sean o observou mancar levemente sobre o pé esquerdo e soube que a criança estava se movendo há mais tempo do que ele supunha. O que quer que fosse, era mais importante do que um impulso repentino.