Quando ele se aproximou do centro da cidade, o trânsito ficou mais intenso. As sirenes piscavam à frente. As pessoas já estavam abandonando os carros e caminhando em direção ao tumulto com telefones nas mãos. Elias sentiu a raiva crescer em seu peito, mas a reprimiu. A raiva não ajudaria Mara. A cidade não entendia o que estava vendo. Para eles, ela era um espetáculo. Para Elias, ela era um animal aterrorizado, a um som ruim de distância do desastre. Quando ele chegou à barreira policial, a multidão havia dobrado.
A rua parecia errada para Elias no momento em que ele saiu de sua caminhonete. Carros de patrulha bloqueavam as duas extremidades da rua. As pessoas estavam atrás da fita policial solta, filmando, cochichando e rindo nervosamente. Acima deles, Mara se agarrava a um plátano do lado de fora de uma padaria, com o corpo pressionado contra o tronco. Ela estava mais alta do que ele esperava.