Uma van de entrega estava abandonada abaixo dela, com as portas traseiras abertas. Havia bolos espalhados pela calçada, mas Elias sabia que Mara não havia subido para comer. A comida não explicava a tensão em seus ombros ou a maneira como seus olhos se voltavam para cada som. Ele tinha dado apenas alguns passos em direção à linha da polícia quando notou um jovem policial perto da frente levantando o rifle em direção aos galhos.
Por uma fração de segundo, Elias congelou. Em seguida, se lançou para frente. “Não atire!”, ele gritou. O policial recuou, assustado, mas manteve a arma meio erguida. “Ela se moveu”, disse ele, com a voz embargada. “Parecia que estava descendo.” “Ela está assustada”, disse Elias. “Não está atacando. Se você atirar agora, ou vai feri-la e mandá-la para a rua, ou vai fazer com que ela entre em pânico e ataque. De qualquer forma, as pessoas vão se machucar.”