A noite chegou silenciosamente. As multidões se foram. O zoológico estava parado, envolto em luzes baixas e longas sombras. Arjun ficou perto do recinto com a equipe, com a voz um pouco acima de um sussurro. “Ao meu sinal.” O dardo estava pronto. A equipe do portão esperou. Lá dentro, a leoa estava deitada ligeiramente enrolada em Milo. Ele dormia contra ela, pequeno e quieto, como se o mundo além dela não existisse.
Arjun hesitou. Apenas por um segundo e então: “Agora” O dardo atravessou o ar. Um baque suave. A leoa reagiu instantaneamente. Ela se levantou com um rosnado baixo de advertência, com os olhos afiados, examinando a escuridão. Seu corpo se moveu de forma protetora, colocando-se entre Milo e a ameaça invisível. Por um momento, ninguém se moveu. Ninguém respirou.
Então, seus passos se tornaram mais lentos. Inalterados. Pesados. Ela se virou uma vez, como se estivesse procurando algo a que não pudesse se agarrar. E se abaixou até o chão. Milo se mexeu. Confuso. Sozinho. A equipe avançou. Rápido. Controlada. Silenciosa. Arjun o alcançou primeiro. “Milo…”, ele sussurrou. O macaco se agarrou a ele instantaneamente.
Apertado. Desesperado. Arjun o abraçou enquanto eles saíam do recinto. Atrás deles, a leoa estava quieta. Mas mesmo dormindo, ela olhava para onde Milo estava.