Arthur ficou sentado no silêncio das águas abertas por um longo tempo, observando as formas escuras desaparecerem na neblina. Ele sentiu um alívio estranho e vazio ao guiar o barco de volta para a doca. Ele havia acabado de amarrar as linhas quando viu o mesmo carro de patrulha parado no escritório do porto. Os dois policiais saíram, mas dessa vez estavam correndo em direção a ele, parecendo energizados.
“Arthur! Que bom que o pegamos”, disse o policial mais jovem, acenando para ele. “Estávamos na delegacia contando a história para o sargento da recepção – a parte sobre o cheiro e a forma como derreteu. Ele é um veterano que cresceu no litoral e acha que sabe exatamente o que você encontrou.” Arthur passou a mão no rosto cansado. “Não importa”, ele murmurou.
“Foi só uma bagunça. Eu já cuidei disso.”