Arthur acordou antes do sol, com o coração batendo com a energia inquieta de um homem que tinha visto seu futuro. Ele calçou as botas e saiu em direção ao galpão, esperando o silêncio matinal de sempre. Em vez disso, foi recebido pelo arranhar frenético e pelos rosnados baixos de vários cães de rua. Eles estavam aglomerados ao redor da porta, com os narizes pressionados contra a abertura de madeira na parte inferior, farejando o cheiro pesado e desconhecido do terno que havia permeado o galpão durante a noite.
“Saiam! Vamos, saiam daqui!” Arthur sibilou, agitando os braços para a matilha. Os cães eram teimosos, atraídos pelo cheiro antigo e pungente das profundezas que se agarravam à lona. Eles deram a volta, latindo para as paredes de madeira como se estivessem tentando cavar o caminho.
Arthur sentiu uma onda de pânico; a última coisa que ele precisava era que toda a vizinhança olhasse em sua direção.