Crédito da foto: Brian Gratwicke/ Wikimedia Commons
Fato 7: A Islândia tem uma “nova” ilha que os cientistas ainda estudam
A maioria dos países não tem o hábito de adquirir novas terras casualmente, mas a Islândia não é como a maioria dos países. Entre 1963 e 1967, uma erupção vulcânica criou a ilha de Surtsey na costa sul da Islândia. A UNESCO a descreve como uma nova ilha formada por erupções vulcânicas e observa que ela foi legalmente protegida desde o seu nascimento. Só isso já a tornaria memorável. Mas a parte realmente notável é o que aconteceu depois: os humanos se afastaram em grande parte. Como Surtsey foi protegida da interferência humana normal, os cientistas tiveram uma chance extraordinária de observar como a vida vegetal e animal começou a colonizar uma terra totalmente nova. Não é todo dia que um país acaba com um experimento natural surgindo do mar.
Surtsey produziu informações de longo prazo sobre o processo de colonização de novas terras pela vida vegetal e animal, justamente porque permaneceu protegida. Em um mundo em que grande parte da natureza é estudada depois de já ter sido fortemente moldada pelas pessoas, Surtsey oferece algo raro: uma chance de observar a sucessão ecológica se desenvolver com o mínimo de interferência. Também parece ser a nota final perfeita para a Islândia.
É claro que o país com erupções vulcânicas, fendas tectônicas, parlamento antigo, piscinas geotérmicas, tradições de nomes incomuns e nenhum exército permanente também teria uma ilha cientificamente inestimável que nem sequer existia antes da década de 1960. A Islândia não se destaca apenas de outros países. Ela continua encontrando novas maneiras de provar isso.