Ao amanhecer, a tempestade tinha-se dissipado, deixando o Atlântico calmo, liso e espelhado. Luzes estroboscópicas azuis e vermelhas brilhavam sobre a água enquanto dois contratorpedeiros da Marinha pairavam nas proximidades, colocando Sterling e os seus mercenários sobreviventes sob custódia militar. Samira estava junto à amurada da popa, enrolada num pesado cobertor de lã, a observar um guindaste especializado da Marinha a içar o pesado cofre de titânio para fora da água e para o convés.
O Jax aproximou-se dela e entregou-lhe um copo de papel cheio de café quente. «Acabaram de ligar do gabinete do Secretário da Marinha. O telemóvel por satélite do Sterling não foi apagado — conseguiram obter os metadados das chamadas efetuadas. O comprador dele não é um corretor independente. É um agente estatal estrangeiro a monitorizar precisamente esta frequência.»
Samira deu um gole lento, observando o horizonte, onde as silhuetas escuras dos contratorpedeiros da Marinha foram subitamente acompanhadas pelos sinais de radar ténues e sem identificação de embarcações desconhecidas que se aproximavam. «Então, o Sterling era apenas o isco», disse ela em voz baixa.