Joaquim não ficou esperando para saber mais. Ele enfiou o remo na água e virou o barco de volta para a margem, olhando por cima do ombro mais de uma vez durante o trajeto. Ele não disse a muitas pessoas o que achava que poderia ter sido, mas em sua própria mente, uma possibilidade já havia se alojado lá e se recusava a sair.
Algo longo. Algo poderoso. Algo que absolutamente não pertencia a nenhum lugar próximo a um homem em um barco de pesca de madeira. E, em águas como essas, onde histórias antigas e coisas mal vistas tinham um jeito de se apegar às pessoas por anos, isso era suficiente para manter qualquer um acordado.
Ao amanhecer, ele quase se convenceu de que havia exagerado tudo aquilo no escuro. Quase. Foi por isso que ele voltou.
Porque se realmente estivesse lá… ele precisava saber o que tinha visto.