Ela ligava nos aniversários, visitava ocasionalmente, aceitava o que ele oferecia sem reconhecer que era ele quem estava oferecendo. Ele dizia a si mesmo que era o suficiente. Na maioria dos dias, ele quase acreditava nisso. Essa era a situação quando Diane trouxe Samuel para casa pela primeira vez.
Era um jantar de domingo, organizado por Diane com a eficiência que ela aplicava a tudo – um horário, um endereço, um lembrete para não se atrasar. Ray havia limpado a casa, preparado uma refeição adequada e apertado a mão de Samuel Voss na porta da frente com uma mente aberta que ele meio que esperava que se fechasse em uma hora. Ela não se fechou.