“Você ia.” Ray se sentou na cadeira perto da janela sem ser convidado. Ele colocou o pen drive na mesa de centro entre eles. “Sente-se, Samuel.” Algo mudou na expressão de Samuel. “Na verdade, eu estava apenas saindo, eu tenho -” “Sente-se.” A autoridade tranquila era o mesmo tom que Ray usava quando um fornecedor tentava voltar atrás em um contrato.
Não era alto. Não precisava ser. Samuel se sentou. Ray olhou para ele por um momento. O charme fácil ainda estava lá, tecnicamente – o rosto agradável, a postura cuidadosa -, mas havia se curvado levemente nas bordas, do jeito que as coisas fazem quando o desempenho se depara com algo que não pode redirecionar. “Patricia Heller”, disse Ray. “Tucson. Há quatro anos.”