“Senhora, esses gêmeos não vão embora”, disse a mulher sem-teto do lado de fora do orfanato – e tudo mudou

A mulher no muro baixo usava um casaco rasgado e uma postura obstinada. As pessoas passavam por ela como se ela fosse ar. Seus olhos, porém, estavam atentos. “Eles não vão deixar você entrar”, disse ela. “O orfanato não é o mistério.” Ela fez uma pausa. “A papelada é.”

“Onde você conseguiu esse número de caso?” Perguntou Nina. A mulher enrolou o quadrado de papel entre os dedos. “Do meu antigo emprego.” Ela deu de ombros. “Na época em que meu nome constava nos registros.” O instinto de Nina se aguçou. As histórias de rua eram muitas vezes malucas, mas o número tinha caído limpo demais. “Qual é o seu nome?” Perguntou Nina. “Jessa”, gritou ela enquanto se afastava.