“Então, por que caminhar agora?” Perguntei. Ele piscou os olhos, como se a pergunta precisasse percorrer uma distância maior para chegar até ele. “É mais tranquilo”, disse ele, e depois acrescentou: “Gosto quando é mais tranquilo” Ele olhou para além de mim, para a estrada vazia. “O ar é diferente.” Isso não foi uma resposta. Ou talvez fosse, mas não para a pergunta que eu havia feito.
“Você está com sua identidade?” Perguntei. “Sim”, ele respondeu imediatamente. Ele sorriu – pequeno, educado, quase aliviado – e deu um tapinha no paletó. Então parou. Suas mãos pairaram ali, inseguras. Ele não continuou a procurar. Não tirou nada do bolso. Apenas ficou parado, sorrindo como se o resto do movimento fosse acontecer por si só. Eu esperei. Nada.