Walter saiu lentamente, ficando um pouco mais ereto do que antes. Antes de fechar a porta, ele olhou para mim. “Obrigado”, disse ele. Eu balancei a cabeça. “Desculpe-me por ter demorado tanto para ouvir.”
Ao vê-lo entrar – acordado, com os pés no chão, finalmente seguro – entendi o que a noite quase lhe custou. Nem todo mundo que anda no escuro é uma ameaça. Às vezes, o verdadeiro perigo é o quanto queremos que alguém seja culpado.