Isso foi tudo o que precisei. Comecei a correr, com as botas batendo no concreto enquanto o seguia para dentro. O armazém engoliu o som – empilhadeiras fazendo barulho, paletes batendo, homens gritando sobre os motores. Ele se movia rapidamente, passando entre as pilhas de caixas como se conhecesse o layout melhor do que ninguém. Muito suave. Intencional demais. “Detenham-no!” Gritei.
Dois trabalhadores próximos ao compartimento de carga reagiram por instinto, entrando em seu caminho. O homem derrapou e parou, com as botas raspando o concreto, os olhos arregalados, o peito balançando como se tivesse corrido por quilômetros. Eu estava em cima dele segundos depois, agarrando seu braço enquanto ele se afastava. “Eu não fiz nada!”, gritou ele, com o pânico transparecendo em sua voz. “Eu juro, não fiz nada!”