Homem caminha 20 milhas para “trabalhar” até que um dia um policial o segue e percebe o motivo

Trabalho, ele havia dito. Rápido demais. Como se ele tivesse praticado a resposta. Mas seus olhos não se arregalaram. Suas mãos não tinham tremido. Ele não perguntou por que eu o parei, nem quanto tempo eu ficaria ali, nem se ele estava com problemas. A maioria das pessoas perguntava. Especialmente àquela hora. Especialmente quando estavam suando pela camisa e respirando como se tivessem corrido uma milha. E eu nem sequer havia perguntado seu nome.

O pensamento veio tarde, indesejado. Nome primeiro – isso era básico. Algo ensinado durante o treinamento, algo que geralmente acontecia sem pensar. Mas eu tinha deixado o momento passar, distraído pela chamada, pela maneira como ele ficou ali parado com muita calma, como se estivesse esperando por uma deixa que eu nunca dei. Eu disse a mim mesma que não importava. Se ele não era ninguém, continuava sendo ninguém.