Um grito repentino veio do porto abaixo. Um barco a remo alugado, solto de sua amarração ou mal amarrado, tinha se afastado mais do que deveria. Ele balançava na ondulação, vazio, mas se movia em direção à mesma mancha escura onde a linha pálida parecia terminar.
As pessoas se espalharam pelo cais e pelo caminho do penhasco quase ao mesmo tempo, ainda vestindo casacos, acenando inutilmente para a água. Alguém gritou pelo bote salva-vidas. Outra pessoa disse que ele havia escolhido um alvo. Nora odiava a rapidez com que o pânico fazia a aldeia voltar à linguagem da superstição.