por algumas noites, ela seguiu o plano. Deixou um abajur aceso no corredor, leu até seus olhos ficarem pesados e se recusou a ficar sentada em silêncio esperando. Quando a casa rangia, ela o nomeava e seguia em frente. A parede permaneceu muda, e ela quase acreditou que o pior estava passando.
Então, em uma noite fria, a primeira batida veio exatamente quando ela começou a relaxar. Uma batida única e firme, vinda do mesmo lugar de sempre, no fundo da parede atrás da cama de Emma. Seguiu-se uma pausa, longa o suficiente para que ela se perguntasse se havia imaginado aquilo. Depois, mais duas, mais próximas, como uma resposta a uma pergunta que ela não conseguia ouvir.