Naquela tarde, ela ligou para um faz-tudo local, cujo número havia encontrado em um cartão na janela do correio. Ele chegou com uma sacola de lona cheia de ferramentas e um sorriso fácil, com as botas deixando leves marcas nos azulejos do corredor. “Casas antigas gostam de ranger e reclamar muito”, disse ele, batendo na parede com apreço.
Lucy explicou a batida da forma mais calma possível, tomando cuidado para não parecer frenética. Ele escutou com o ouvido pressionado contra o gesso e depois bateu no rodapé. “Podem ser roedores”, disse ele. “Ou pássaros nos beirais. Eles encontram brechas nesses lugares e usam as cavidades das paredes como corredores.”