Arthur Caldwell havia se acostumado com o silêncio. Sua casa, que antes vivia com o leve arrastar dos chinelos de sua esposa e o zumbido fraco de sua estação de rádio favorita, agora ecoava com os pequenos sons que ele fazia para preencher o vazio.
Os sons dos talheres contra a porcelana, o chiado da chaleira, o clique constante dos sapatos no pátio. Seus dias eram deliberados. Professor de química aposentado, ele encontrava um propósito na manutenção: as rosas que ela havia plantado, o corrimão de carvalho que ela admirava e, acima de tudo, a piscina que ela adorava.