Meu filho levou uma garotinha perdida para casa. A mulher que atendeu a porta era minha falecida esposa.

O trajeto até lá levou dez minutos. Eli passou a maior parte do tempo falando sobre futebol com o tipo de intensidade que apenas garotos de treze anos conseguem. Jack ouviu. Ou quase sempre ouviu. Ele o deixou na beira do gramado pouco antes das nove. “Volte para onde eu possa encontrá-lo”, Jack o chamou. Eli se virou, já andando de costas para seus amigos. “Sim, vejo você mais tarde

Jack o observou por um segundo a mais do que o necessário. Isso também havia se tornado parte da paternidade – o constante inventário silencioso. Onde ele está. Com quem ele está. Quanto tempo se passou. Ele fez sua tarefa, pegou o que precisava e estava de volta ao parque às dez e vinte e cinco. A primeira coisa que ele notou foi que o jogo havia terminado. A segunda foi que Eli não estava no campo.