Meu filho levou uma garotinha perdida para casa. A mulher que atendeu a porta era minha falecida esposa.

Eli tinha ido para a cama uma hora antes, depois de fingir que não estava cansado e quase cair no sono na metade de uma frase. A televisão no andar de baixo tinha ficado escura. Os pratos estavam prontos. As luzes estavam apagadas, exceto a do quarto de Jack. Pela primeira vez em semanas, tudo parecia parado.

Rosalind estava ao lado da cômoda, de costas para ele, tirando o suéter lentamente, como alguém já meio adormecido e pensando em nada mais complicado do que a cama. Jack estava sentado na beirada do colchão, observando sem realmente observar. Então ele a viu de costas. E todo o seu corpo ficou frio. A princípio, ele não entendeu. Não conscientemente.