“Não sei quais são seus planos. Mas sei do que preciso. Avise-me quando estiver pronto para conversar”, disse ela, surpreendendo-se com sua firmeza. Ela precisava saber onde estava se apoiando. Sem isso, o afeto parecia inseguro, uma superfície que mascarava riscos que ela não podia medir ou consentir.
Naquela noite, ela fez uma pequena mala, escolhendo o essencial, sem sentimentos. Roupas, documentos, carregadores. A eficiência parecia irreal. Ela evitou fotografias. Era mais fácil ir embora quando ela fingia que isso era temporário, uma pausa para esclarecer as coisas, não uma fratura que poderia se alargar além do reparo e redefinir tudo o que ela acreditava sobre eles.