Ela descobriu tarde demais que seu marido estava vendendo a casa deles!

Dias depois, ela encontrou o envelope novamente no lixo, dobrado com cuidado, não rasgado. O nome do hotel permaneceu com ela. Ela o pesquisou na Internet, sentindo-se ridícula. Ele ficava no distrito comercial. Ela fechou o navegador, irritada consigo mesma por ligar pontos que não se encaixavam.

Agora, com a carta em suas mãos, a memória se aguçava cruelmente. O hotel, a transação, o sigilo e a venda. Ela relembrou a dispensa casual dele, a risada praticada. Não parecia mais inofensivo. Parecia ensaiado. As evidências se reuniram sem esforço, convencendo-a de que ela havia ignorado os sinais de alerta porque a confiança havia feito com que a dúvida se sentisse desleal.