Laura nunca questionou esse arranjo ou pediu garantias. Parecia desnecessário, quase um insulto, formalizar o que já existia. O amor, acreditava ela, tornava certas coisas óbvias. A ideia de precisar de um contrato nunca lhe passou pela cabeça.
Eles sempre se viram como uma equipe. Diferentes pontos fortes, direção compartilhada. Ela havia contribuído para a manutenção da casa. Eles enfrentavam os problemas lado a lado, não sozinhos. Mas essa crença estava vacilando agora. Ela não podia mais se apegar à memória da parceria deles e fingir que isso ainda poderia ser enfrentado juntos.