As nuvens de chuva se acumulavam enquanto ela trabalhava, o ar estava carregado de estática. Ela sussurrou um pedido de desculpas a Sam por ter transformado seu local de descanso em uma vigilância. “Eu só preciso saber”, disse ela suavemente. Seu reflexo na pedra polida parecia alguém que ela não reconhecia. Ela estava cansada, assustada e ainda estava procurando.
Naquela noite, ela manteve o celular ao lado da cama, com o aplicativo da câmera aberto. Cada vez que o vento soprava, ela verificava se havia notificações. As horas se passaram, sem intercorrências, até o amanhecer, quando o alerta de movimento piscou. Mas quando ela abriu o feed, apenas a escuridão se movia pelo quadro como uma respiração.