Não havia ossos afiados. Sem fome. Sua pelagem era espessa e limpa sob seus dedos. Mas de perto, ela viu o que a distância havia escondido. Um embotamento nas bordas de sua expressão. Não era doença. Não era negligência. Fadiga. Do tipo que se instala profundamente. “Você está cansado”, ela murmurou.
Ele se inclinou um pouco mais para ela e, pela primeira vez desde que ela se virou, ela sentiu o peso dele se deslocar – sem ser protetor, sem ser equilibrado – apenas pesado. A mão dela foi até o flanco dele e encontrou a fina crista de uma cicatriz cirúrgica cicatrizada. Costura profissional. Recuperação limpa. “Você foi bem tratado”, disse ela baixinho.