Ela percorreu a loja com eficiência prática, contando cada dólar com a precisão que a viuvez exigia. No caixa, o funcionário perguntou: “Papel ou plástico?” Eleanor conseguiu dar um sorriso fino. “O que for mais barato.” Do lado de fora, o carrinho chacoalhava no asfalto. O vento puxava os recibos soltos. Ela carregou as sacolas no porta-malas lentamente, com os dedos doendo.
“Quase chegando em casa”, ela murmurou – e então odiou a palavra “casa” pelo fato de ela ter se tornado vazia. Ninguém esperando. Nenhum cachorro na porta. Rex costumava ouvir seu motor antes de ela virar na rua. Michael costumava rir. “Melhor segurança do que o perímetro da base.” Rex tinha sido a sombra de Michael – treinado, disciplinado, leal até os ossos.