Na sexta-feira à tarde, Maya estava junto à entrada principal com as malas feitas. As lágrimas brotaram dos olhos da jovem quando entregou a Eleanor as chaves suplentes da casa. «Lamento imenso, Sra. Harrelson», sussurrou Maya, com a voz trémula. «Simplesmente já não consigo ficar aqui.» Eleanor ficou completamente estupefata. «Maya, por favor, diz-me o que se passa. É o salário? O horário?» Maya abanou rapidamente a cabeça, desviando o olhar. «Não, o dinheiro não é problema. Mas parece que não consigo dar conta do recado.»
Antes de Eleanor conseguir assimilar o comentário, Maya virou-se e desceu apressadamente a entrada da garagem. Eleanor ficou parada na porta aberta, paralisada pela vergonha. Quatro amas tinham-se demitido em menos de um ano. Entrou na sala de estar, onde o Julian estava sentado no sofá a ler uma revista. «Ela foi-se embora», disse a Eleanor, com uma voz quase inaudível. «Julian, acho que preciso de me demitir do meu emprego. Estou a destruir a estabilidade da nossa família.»
Julian pousou a revista e aproximou-se para a abraçar com força. «Talvez seja melhor assim, El», sussurrou ele, acariciando-lhe suavemente o cabelo. «A tua carreira é maravilhosa, mas o Leo precisa de uma mãe estável neste momento.» Eleanor enterrou a cabeça no ombro dele, a chorar baixinho. Mas, enquanto descansava a cabeça contra ele, as palavras de despedida da Maya ecoavam-lhe na mente — «Não consigo lidar com isto.» O que é que isso significava exatamente? Porque é que estavam todos a ir-se embora?