“E a energia?”, perguntamos. Ela não respondeu de imediato. Em vez disso, saiu novamente e apontou para a lateral da casa que não havíamos notado antes. Alguns painéis. Não muitos. Apenas o suficiente. “Eles fazem a maior parte”, disse ela. Parecia quase casual. Como se não fosse algo em que ela pensasse com frequência. Lá dentro, tudo começou a fazer sentido. As luzes eram poucas, colocadas onde importavam. Não havia brilho no teto, apenas um brilho suave e constante que preenchia o ambiente sem se esforçar muito.
Perto do balcão, havia um pequeno aparelho de indução. Limpo. Funcional. Nada extra. E então, o fogão. Não é decorativo. Não é secundário. Usado. Dava para perceber pela forma como a lenha estava empilhada ao lado dele – cortada, seca, pronta. O tipo de detalhe que só existe quando algo faz parte de sua rotina, não é um plano de reserva. “Os painéis cobrem o que eu preciso”, disse ela. “O resto… eu realmente não sinto falta.” E esse parecia ser o padrão.
Nada aqui era sobre ter menos. Tratava-se de saber exatamente o quanto era suficiente. Mas ainda não havíamos feito a pergunta mais importante. Por quê? Quando finalmente fizemos, ela olhou para fora por um momento antes de responder.