Milo nunca se encaixou perfeitamente. Mesmo entre os de sua espécie, havia sempre uma distância. Os outros macacos se moviam juntos – rápidos, barulhentos, em constante mudança. Eles se cuidavam, compartilhavam alimentos, brigavam e se esqueciam com a mesma facilidade. Milo não. Ele hesitou. Observou por mais tempo. Movia-se mais devagar. No início, isso passou despercebido. Depois, não passou mais.
Um pedaço de fruta tirado de suas mãos. Um galho em que ele subiu primeiro, de repente tomado por outro. Empurrões bruscos que o faziam sair correndo. Isso não era constante. Mas era o suficiente. O suficiente para que Milo parasse de tentar. Em vez disso, ele começou a ficar nas bordas do recinto, sentado à parte, enquanto os outros se aglomeravam em ondas inquietas de movimento.
E, além da barreira, ele observava os humanos. Eles não o empurravam para longe. Não competiam. Não o perseguiram. Então, lentamente, sem que ninguém planejasse, Milo fez uma escolha. Ele parou de buscar sua própria espécie.
Em vez disso, começou a esperar por outra pessoa.