“Tarde da noite, Arthur”, Bill gritou quando o barco se dirigiu ao seu ancoradouro. O velho desceu para a doca flutuante, esperando para ajudar a pegar a linha. “Eu estava prestes a avisá-lo pelo rádio. Normalmente, você chega antes do sol se pôr.”
Arthur jogou a corda com um sorriso forçado, seu coração martelando contra as costelas. “Tive um problema com a rede”, respondeu ele, com a voz mais fina do que gostaria. “Levei algumas horas só para soltá-la do recife.” Bill enrolou a linha ao redor do grampo e olhou para Arthur, seus olhos percorrendo o convés do Silver Wake. Eles se detiveram por um segundo a mais na forma irregular, coberta por lona, sentada na popa.
“Parece que você viu um fantasma, filho”, acrescentou Bill, aproximando-se um pouco mais da amurada. “O mar lhe deu um susto lá fora?”