A volta para casa
A viagem de volta da clínica foi o oposto da viagem de ida. Em vez de um peso pesado e silencioso no banco de trás, Max estava sentado, com o nariz encostado na janela, observando o mundo passar com uma admiração renovada. Sarah sentiu que estava respirando pela primeira vez em meses. Ela ficou olhando pelo espelho retrovisor, meio esperando que ele desaparecesse, apavorada com a possibilidade de que tudo aquilo fosse um lindo sonho.
Quando chegaram em casa, Sarah não o deixou sair imediatamente. Ela levou uma lata de spray industrial para o quintal e uma coleira para prevenção de carrapatos que havia comprado no caminho para casa. Ela percebeu agora que a bela hera crescida em seu novo quintal havia sido um terreno fértil para os parasitas. Ela sentiu uma pontada de culpa, mas deixou isso de lado. Ela havia recebido uma segunda chance e não ia desperdiçar um segundo sequer.
Ela ajudou Max a sair do carro. Ele subiu os degraus da varanda – lentamente, um de cada vez, mas sob sua própria força. Ele foi direto para seu lugar favorito, banhado pelo sol, no tapete da sala de estar e soltou um gemido profundo e satisfeito ao se acomodar. Olhou ao redor da sala, com a cauda batendo suavemente nas tábuas do assoalho. Ele estava em casa, e a “Comfort Suite” estava a uma vida de distância.