Um sinal de vida
Por volta das 2h da manhã, a clínica estava silenciosa, exceto por um latido ocasional vindo da área do canil. Sarah tinha caído em um sono leve e agitado quando sentiu uma pressão súbita e forte em sua mão. Ela se levantou, com o coração acelerado. A cabeça de Max não se moveu, mas sua pata dianteira estava se contorcendo violentamente. Não era uma convulsão; parecia um homem tentando se livrar de um membro que havia adormecido.
Ela chamou o técnico noturno, que veio correndo. Juntos, eles observaram o movimento se espalhar. Os ouvidos de Max se voltaram para o som de suas vozes. Então, a coisa mais incrível aconteceu: Max soltou um suspiro longo e trêmulo – uma respiração muito mais profunda do que havia feito em semanas – e seus olhos se abriram. Eles não estavam mais nublados e distantes; estavam brilhantes, concentrados e inconfundivelmente presentes.
Ele tentou levantar a cabeça, mas os músculos do pescoço se contraíram com o esforço. Ele soltou um gemido suave e patético, olhando para Sarah com um senso de urgência. O técnico verificou seus sinais vitais e sorriu. “A toxina está desaparecendo. Seus reflexos estão voltando muito mais rápido do que eu esperava.” Sarah começou a chorar, mas, dessa vez, eram lágrimas de alegria pura e inadulterada. Ela enterrou o rosto no pescoço dele, sentindo o calor de sua pele e a batida forte de seu coração.