Certa noite, Martin bateu com a mão na mesa. “Isso termina hoje à noite. Ou ela nos conta a verdade, ou eu vou direto até ele e exijo isso pessoalmente.” Sua voz estava rouca de desespero. Eu estremeci. Nora parecia abatida, pálida, como se tivesse temido esse momento por meses.
Seus olhos se encheram de lágrimas quando ela se levantou. “Tudo bem”, ela sussurrou. “Você quer a verdade? Então você a terá. Mas tem de me prometer que vai ouvir até o fim antes de dizer qualquer coisa. Não vai me interromper nem me julgar” Suas palavras tremeram, mas sua coluna se manteve firme. Naquele momento, ela parecia ter mais de dezenove anos.