O lounge provou que um trem pode ser surpreendentemente aconchegante
Se o quarto é a parte mais silenciosa da casa de Mila, a sala de estar é a mais convidativa. Ela sabia que essa seção tinha que dar muito trabalho. Precisava ser confortável o suficiente para noites longas, elegante o suficiente para combinar com o restante do vagão e descontraída o suficiente para que os visitantes não se sentissem como se estivessem sentados em um brinquedo. Por isso, ela construiu o cômodo primeiramente com base no conforto. Um sofá profundo corre ao longo de um lado, repleto de almofadas texturizadas e cobertores macios. Em frente a ele, uma estante compacta abriga livros, plantas e uma pequena televisão, embora Mila diga que a vista para o exterior geralmente ganha. Um de seus detalhes favoritos é o pequeno aquecedor tipo fogão que dá ao cômodo sua âncora. Ele muda instantaneamente o clima, fazendo com que o espaço pareça menos com um objeto convertido e mais com um lar de verdade.
A genialidade do cômodo está na sensação de naturalidade. Mila não exagerou na ideia do trem. Não há placas de trem nas paredes, nem piadas óbvias, nem tentativas de transformar o local em um cenário peculiar. Em vez disso, ela o tratou como uma sala de estar real que, por acaso, fica dentro de um antigo vagão. Essa decisão mantém o cômodo com a devida fundamentação. A sensação é de reflexão e não de performance, e provavelmente é por isso que as pessoas reagem tão bem a ela quando a veem pela primeira vez.
À noite, essa parte da casa se torna especialmente atmosférica. As lâmpadas substituem a iluminação do teto, as janelas refletem o cômodo como espelhos escuros e toda a carruagem assume uma qualidade de casulo. Mila diz que é nesse momento que ela se sente mais grata pelo trem. Nesse momento, ele não parece pequeno. Parece protegido, próximo e maravilhosamente separado do barulho da vida cotidiana.