No início, não parecia nada incomum. Ela acordava, virava a cabeça e sentia a mesma rigidez familiar novamente. Em algumas manhãs, era apenas uma dor incômoda. Outras vezes, a sensação era de aperto suficiente para fazer com que sair da cama fosse estranhamente desconfortável. Não era grave. Apenas incômodo. E como continuava acontecendo em pequenas quantidades, era fácil explicar. Talvez ela tivesse dormido em uma posição estranha. Talvez fosse estresse. Talvez fosse apenas uma daquelas coisas que começam a acontecer com mais frequência com a idade e lentamente se tornam parte da rotina.
Foi por isso que foi tão fácil ignorá-lo. Afinal de contas, muitas pessoas acordam com pequenas dores e rigidez de vez em quando. A maioria não supõe imediatamente que haja um motivo específico por trás disso. Mas, com o tempo, ficou mais difícil não notar. Porque não era mais aleatório. Ela continuava aparecendo no mesmo lugar, da mesma forma, geralmente logo pela manhã.
E quando ela finalmente percebeu o que poderia estar por trás disso, a resposta pareceu quase embaraçosamente óbvia.