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#9 Editar as decorações que já não se vêem

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É fácil acumular objetos decorativos, porque raramente se desgastam. Uma estatueta pode ficar numa prateleira durante 30 anos e continuar praticamente na mesma. Se juntarmos a isso lembranças de férias, fotografias emolduradas, enfeites, velas e objetos herdados da família, acabará por haver algo exposto em quase todas as superfícies disponíveis.

Eis um teste interessante: olha à tua volta no teu quarto e nomeia os objetos decorativos sem virares a cabeça. Os objetos de que te lembras são, muitas vezes, aqueles que ainda têm algum significado para ti. Outros podem ter-se tornado tão familiares que mal lhes prestas atenção. Se um objeto já não te dá prazer, não é útil nem tem significado, não há nenhuma regra que diga que tem de ficar só porque sempre esteve lá.

Isto não significa retirar a personalidade à sua casa. Muito pelo contrário. Quando há menos objetos a disputar a atenção, as coisas de que realmente gosta tornam-se mais fáceis de ver. Escolha os seus favoritos e dê-lhes um pouco de espaço. Também pode ir alternando peças sazonais ou com valor sentimental, em vez de expor tudo ao mesmo tempo. Uma casa pode continuar a ser acolhedora, pessoal e cheia de memórias, mesmo sem que cada prateleira contenha um registo completo das últimas décadas.

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